Arrecadação geral de Marechal Rondon alcança R$ 160 milhões no 1º quadrimestre de 2026
Nos primeiros quatro meses deste ano, o município de Marechal Cândido Rondon teve arrecadação geral de R$ 160.423.430,85. Com este resultado, foi superada a estimativa orçamentária para o período, que era de R$ 157.786.575,74.
Os mais de R$ 160 milhões que entraram nos cofres públicos são resultado da soma da arrecadação da Prefeitura, Saae, Fundo Municipal de Desenvolvimento (FMD) e Fundação Promotora de Eventos (Proem).
As maiores arrecadações tiveram origem nos impostos (R$ 29,9 milhões), ICMS (R$ 26,7 milhões), Fundo de Participação dos Municípios – FPM (R$ 20,3 milhões), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb (R$ 16,1 milhões) e royalties pagos pela Itaipu Binacional (R$ 12,8 milhões).
Por outro lado, as despesas gerais empenhadas de janeiro a abril chegaram a R$ 235.385.818,50. Este valor está bem acima do previsto no orçamento, que era de R$ 143.647.116,44.
Contudo, a situação financeira de Marechal Cândido Rondon é bastante confortável, com disponibilidade de caixa de R$ 177,1 milhões. Destes, R$ 95,4 milhões são recursos livres. Já os recursos vinculados, ou seja, que já têm destinação definida, somam R$ 81,6 milhões.
A disponibilidade de caixa é superior à divida consolidada do Município, que representa 17,42% da receita corrente líquida.
Estes dados foram apresentados na última sexta-feira (29) pelo secretário da Fazenda, Carmelo Daronch, e pelo contador da Prefeitura, Maico Heck, na audiência pública realizada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização do Poder Legislativo. Além dos vereadores membros da Comissão, presidente Marciel Evandro Escher, relator Carlinhos Silva e membro Welyngton Alves da Rosa (Coronel Welyngton), também participaram os edis Valdir Sachser, Tania Maion e Rafael Heinrich.
Receitas x Despesas
No primeiro quadrimestre do ano, a arrecadação da Prefeitura foi de R$ 147,7 milhões e as despesas empenhadas alcançaram R$ 216,5 milhões. O gasto com folha de pagamento de funcionários do Poder Executivo ficou em 46,76%. Portanto, inferior ao limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54% da Receita Corrente Líquida.
Houve pequena frustração na arrecadação do Saae, que foi de R$ 12,3 milhões, enquanto o esperado era R$ 12,5 milhões, uma diferença exata de R$ 242.250,12. Já as despesas ficaram em R$ 15,1 milhões, acima dos R$ 11, milhões previstos.
O FMD teve arrecadação de R$ 267,5 mil acima do estimado, chegando a R$ 357,1 mil. Não houve despesas do período.
A Proem arrecadou R$ 20,7 mil e somou despesas de R$ 1.075.066,05.
A Câmara de Vereadores, que não tem fonte de arrecadação, somou despesas de R$ 2,5 milhões, abaixo dos R$ 3,8 milhões estimados.
Educação e Saúde
Na audiência também foram levados ao conhecimento público os investimentos obrigatórios do Município, nas áreas de Educação e Saúde.
No primeiro quadrimestre, na Secretaria de Educação a aplicação de recursos foi de R$ 24,9 milhões. O valor representa 25,07% da arrecadação de impostos e outras transferências financeiras ao Município, sendo que o mínimo de aplicação destes recursos exigidos por lei é de 25%.
Já a Secretaria de Saúde investiu R$ 24.065.734,60, o que representa 24,22%, sendo que o mínimo exigido por lei é de 15%.